POR Roberto Colletta

Responsável por inovar e buscar soluções na área da saúde, o segmento de HealthTechs tem se desenvolvido em diversas frentes, desde aplicações para otimização de processos de gestão da saúde até diagnósticos avançados, passando por soluções tecnológicas para prevenção de doenças, melhoria da qualidade de vida, mapeamento de endemias, entre outros.

Diversas tecnologias têm sido utilizadas para tanto, como Big Data, que permite a análise preditiva da evolução do tratamento de pacientes individuais e até de possíveis epidemias. Em minha opinião, alguns desses avanços tornaram-se as principais tendências para a revolução na medicina em geral. Considero como mais evidentes os seguintes recursos:

 

  • Inteligência Artificial: Auxílio em diagnósticos médicos, análise minuciosa de relatórios médicos, o que ajuda a prevenir doenças, identificação rápida de doenças e tratamento mais indicado, além do atendimento de clientes via chatbots;
  • Internet das Coisas (IoT): Coleta e monitoramento de informações médicas de pacientes, como sinais de saúde, doenças e características individuais e aceleramento de diagnósticos;
  • Impressão 3D: Possibilita a criação de próteses, órgãos e tecidos humanos, produção de itens personalizados que se encaixam perfeitamente às necessidades de cada paciente;
  • Realidade Aumentada/Virtual: Treinamento de médicos com corpos humanos virtuais, diminuindo os custos do curso, simulação de ambientes cirúrgicos e assistência na execução de procedimentos;
  • Wearables: Dispositivos na forma de acessórios voltados para o cotidiano, como relógios ou pulseiras. São utilizados como medidores de saúde física, como os batimentos cardíacos durante um exercício físico, e até mesmo como monitores do sistema nervoso;
  • Precision Medicine: Especializada na genética do paciente, promove os diagnósticos clínicos e tratamentos de doenças com base no histórico médico e familiar de acordo com os genes de cada pessoa.

 

O Brasil possui um Sistema Único de Saúde (SUS) que atende cerca de 190 milhões de pessoas. Lidar com uma grande demanda e garantir um bom atendimento à população é um desafio. Em minha opinião – tendo em vista a grande carência existente no sistema de atenção básica de saúde, além das limitações de recursos para atender à população -, o setor de HealthTechs é um dos mais promissores no país. Portanto, a tecnologia pode proporcionar um melhor atendimento com mais eficiência para os usuários destes serviços.

No sistema de saúde brasileiro destacam-se aplicações ligadas principalmente a melhoria de processos e atendimento a clientes, bem como iniciativas inovadoras para prevenção e diagnóstico médico.  Ao oferecer recursos  rápidos e baratos, como acesso a exames e marcação de consultas disponível até mesmo pelo celular, o Brasil fica em evidência na área. As  tecnologias que exigem menos capital, mas que buscam apostar em serviços inovadores para o relacionamento entre o consumidor e o mercado da saúde, têm maior espaço. Desta forma, as HealthTechs oferecem rendimento a curto e médio prazo e focam no atendimento e cuidados especiais com base em análise de dados.

Sendo uma das áreas que mais crescem no mercado, as HealthTechs se preocupam em aumentar a qualidade da assistência médica. Visando melhorias para a acessibilidade entre os consumidores e o setor de saúde de forma prática, elas investem em novas tecnologias e trazem soluções fáceis e abrangentes para a população. O Brasil, neste cenário, entra em notoriedade com as inovações no atendimento e relacionamento entre consumidor e sistema de saúde.

 

* Roberto Colletta é diretor da Health Angels, aceleradora de startups atuantes no setor de saúde